27/03/2019

PRESIDENTE – EDIÇÃO 10 – 2018-2019

A cada dois minutos, em algum lugar do mundo, uma mulher morre de causas que poderiam ser evitadas, relacionadas à gravidez e parto. E os bebês cujas mães morrem nas primeiras seis semanas de vida têm muito mais probabilidade de morrer do que aqueles cujas mães sobrevivem. Em minhas viagens pelo mundo como presidente do Rotary, encontrei famílias para as quais essas não são apenas estatísticas trágicas. Também encontrei pessoas que estão se dedicando a ajudar mães e filhos – e por causa delas, eu tenho esperança. E como muitas dessas pessoas são rotarianos, também tenho muito orgulho. Abril é o Mês da Saúde Materno-Infantil no Rotary, então é um ótimo momento para falar sobre coisas que fazemos nesta área.

Aproximadamente um ano atrás eu visitei um hospital na cidade de Jekabpils, na Letônia. É um hospital moderno, cujos médicos e enfermeiras são atenciosos, dedicados e competentes. Mas, apesar de seu trabalho árduo, a taxa de mortalidade materna continuava extremamente alta, devido a um fator que estava fora de seu controle: a falta de equipamentos vitais de diagnósticos e até de itens básicos como incubadoras.

E foi aí que o Rotary entrou. Vinte e um clubes de todo o mundo uniram forças em um Subsídio Global que forneceu o que o hospital precisava. Em setembro, quando entrei naquela ala da maternidade, vi equipamentos de última geração e encontrei pacientes que recebiam o cuidado necessário – que cada mãe e criança do mundo merecem ter.

No Brasil, os rotarianos trabalharam com companheiros do Japão em um projeto de Subsídio Global que aumentou drasticamente a capacidade de uma unidade de neonatal que estava superlotada. Novas incubadoras, monitores e outros equipamentos ajudam agora o hospital local a salvar mais bebês a cada ano.

E, na Mongólia, uma equipe de formação profissional da Nova Zelândia organizou um treinamento sobre técnicas emergenciais para médicos e parteiras. Também desenvolveu um programa que ensinou melhores práticas às parteiras e pesquisou e elaborou um manual didático sobre partos, respeitando a cultura local. Entre 2013, quando ocorreu a primeira visita da equipe à Mongólia, e 2017, a taxa de mortalidade neonatal no país caiu de 11,2 para 9,1 por 1.000 nascimentos, e a taxa de mortalidade materna também caiu.

É isso que quero dizer quando falo sobre serviço transformacional, e é o que os rotarianos fazem melhor. Por causa de nossas redes, de nossa presença nas comunidades, que nos permite enxergar o que é mais necessário, e de nossa expertise, que contempla inúmeras habilidades e profissões, conseguimos servir de uma maneira sem igual. E conseguimos Ser a Inspiração, à medida que ajudamos quem mais precisa de nós.

Barry Rassin

Presidente do Rotary International

Ano Rotário 2018-2019

Rotary Club de East Nassau | Bahamas

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